
Todos os apreciadores de chocolate guardam entre si um segredo: o do vício. Mas como vício é palavra dura, pouco digna, que parece degradar qualquer prazer, optam por mascará-lo de uma certa docilidade, dando-lhe outros nomes como “hábito”, “pequeno prazer” ou, a minha preferida: “ritual”.
Sejamos honestos: o chocolate vicia! Vicia, porém, com enorme grandeza e humildade…
Foi há cerca de um ano que me vi forçada a assumir o vício. Em viagem de férias aos Açores (experiência, aliás, equiparável ao prazer do chocolate), não me ocorreu levar provisões. Mas também, quem se lembra que tem vícios, perdão, “pequenos prazeres”, quando está de férias?
Erro meu.
Na segunda noite dormida em S. Miguel, fui assaltada por pequenos quadradinhos de Noir de Noir (Pour Connaiseurs) e de um intenso Sensations 70%... um dia mais tarde, foi a vez do fino de chocolate preto com cobertura de leite (que demora uns vinte minutos a percorrer o paladar, da primeira sensação leitosa ao momento final de puro cacau…). Ao fim de 72 horas, já conversava com simpáticos pralinés durante toda a noite! Em todo este tempo, já a gotinha de suor corria junto à sobrancelha, insistia em adiar o regresso ao “ritual” (pois…) para o dia de chegada a casa.
Novo erro.
Na véspera de partir para Lisboa, e passando por uma estação de serviço da ilha, os meus olhos lançaram-se rapidamente sobre o expositor onde uma multidão de elefantinhos da Côte d’Or me pedia que os levasse. Num grito de surpresa (que penso ter sacudido de susto a vendedora...), exclamei já desesperada: “Chocolate! Preciso mesmo de chocolate!”. Caída em mim pouco depois, envergonhei-me, retraí-me outra vez e enchi-me de firmeza e coragem, acrescentando: “Mas só em Lisboa...”.
Chegada a casa, percebi que trouxera na bagagem a recordação da ilha mais bonita do mundo e uma certeza: a viagem pelo universo do chocolate só assegura bilhete de ida. Daí, nunca mais se regressa…
Sejamos honestos: o chocolate vicia! Vicia, porém, com enorme grandeza e humildade…
Foi há cerca de um ano que me vi forçada a assumir o vício. Em viagem de férias aos Açores (experiência, aliás, equiparável ao prazer do chocolate), não me ocorreu levar provisões. Mas também, quem se lembra que tem vícios, perdão, “pequenos prazeres”, quando está de férias?
Erro meu.
Na segunda noite dormida em S. Miguel, fui assaltada por pequenos quadradinhos de Noir de Noir (Pour Connaiseurs) e de um intenso Sensations 70%... um dia mais tarde, foi a vez do fino de chocolate preto com cobertura de leite (que demora uns vinte minutos a percorrer o paladar, da primeira sensação leitosa ao momento final de puro cacau…). Ao fim de 72 horas, já conversava com simpáticos pralinés durante toda a noite! Em todo este tempo, já a gotinha de suor corria junto à sobrancelha, insistia em adiar o regresso ao “ritual” (pois…) para o dia de chegada a casa.
Novo erro.
Na véspera de partir para Lisboa, e passando por uma estação de serviço da ilha, os meus olhos lançaram-se rapidamente sobre o expositor onde uma multidão de elefantinhos da Côte d’Or me pedia que os levasse. Num grito de surpresa (que penso ter sacudido de susto a vendedora...), exclamei já desesperada: “Chocolate! Preciso mesmo de chocolate!”. Caída em mim pouco depois, envergonhei-me, retraí-me outra vez e enchi-me de firmeza e coragem, acrescentando: “Mas só em Lisboa...”.
Chegada a casa, percebi que trouxera na bagagem a recordação da ilha mais bonita do mundo e uma certeza: a viagem pelo universo do chocolate só assegura bilhete de ida. Daí, nunca mais se regressa…
1 comentário:
E eu que ando à procura de uma boa e rápida receita de bolo de chocolate com cacau, para quando a angústia aperta forte e não há chocolate de culinária em casa!
Ontem fizemos um bolo de canela...
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